“O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado
por quem é inferior. ” Platão (C.428-347 A.C)
O poder que emana do povo, no sistema democrático, para que seja potencializado
e funcione em sua plenitude exige como contrapartida uma sociedade plena dos
seus direitos e deveres, ou seja, a concreta expressão da cidadania. A formação
de uma sociedade consciente e cidadã demanda um grau de maturidade cívica só
alcançada através de um sistema educacional respeitoso, com uma visão
libertadora, responsável pelo desenvolvimento da autonomia nos jovens, para que possam tornar-se sujeitos ativos, interessados em compreender
o mundo que os cerca para nele agir, construindo seus conhecimentos de acordo
com suas demandas, conforme defendido por Paulo Freire.
Esse importante processo de “iluminismo” social, possibilita a
compreensão das ideias e o comprometimento com os ideais soberanos de nação, imprescindíveis
para o exercício do “poder social”. Enquanto não se atinge esse estágio de
evolução, o “falso poder” da população é parcialmente exercido, já que falamos
do voto obrigatório com o fim de validar o sistema democrático brasileiro. O
efeito nefasto desse poder não utilizado em sua plenitude, ou utilizado de
maneira irresponsável por cidadãos leigos, frutos de um sistema perverso que
alimenta e perpetua cidadãos com o senso crítico reduzido, permite o nascimento
das anomalias políticas.
A classe dos homens e mulheres que fazem a política no sistema
democrático, desde a sua concepção, reflete os anseios e desejos do povo. A
crítica vazia e infundada ao sistema político, antes de serem dirigidas aos representantes,
deve ser dirigida a nós mesmo enquanto cidadãos e cidadãs, não se isentando e
nem se eximindo do nosso papel ativo nesse processo.
O “acordar” da sociedade, representando pela conscientização popular possibilitará
compreender que os atos individuais isolados, terão repercussão no futuro na
nação, e consequentemente na coletividade. Ou seja, terá impacto direto na
oferta de bens públicos e na qualidade de vida da população. Assim, eleitores
poderão compreender a célebre frase do economista liberal Milton Friedman: “não
existe almoço de graça”. Em outras palavras, em cada ato e escolha popular
haverá ônus ou bônus, dependendo da escolha nas urnas.
Até então ouviremos alguns desavisados de plantão levantarem a manchada
bandeira do sistema ditatorial como solução para democracia. Um sistema
ditatorial só coexiste em uma sociedade que não se concretizou em sua
plenitude. Ela precisa de uma massa de pessoas com pouca instrução e sem acesso
a informação e ao conhecimento, ou seja, facilmente manobrada. Não podemos
negar que avanços podem ser alcançados dentro desse sistema, o capital medido
pelo PIB pode alcançar crescimento galopante, mas será chegado um momento que
esse sistema será criticado e a população irá rebelar-se. Porque esse sistema
não possibilita o convívio harmonioso com o conhecimento e com as ideias, pois
para tal a liberdade é uma condição pré-existente.
Carta de um brasileiro.
Prezados (as) conto com a participação de vocês. Abraço.
ResponderExcluirNa verdade o que eu acho é que na maioria das vezes são palavras bonitas que escritas em relação ao jovem. Por que muitos de nós batalhamos para conseguir algo e na maioria das vezes somos barrados por sermos jovens demais e acham que não temos capacidades de mostrar serviços. Não sei por que, mais temos conhecimentos,temos visão diferenciada das coisas e somos futuros profissionais pois temos proposito e queremos uma mudança na nação.
ResponderExcluirParabéns pela participação Katia!
ExcluirVamos refletir sobre como a política nos moldes em que se apresenta, com seus vícios, desvios de conduta, sem ética e nem austeridade com o erário público, poderia ser reformulada. Também, vale a pena refletir, sobre os impactos dos sistemas de governos citados no texto na economia.
Abraços
Certamente que o povo também tem sua parcela de culpa nesse processo de corrupção e total desrespeito no qual vive afundada a política brasileira.
ResponderExcluirConcordo com Paulo Freire quando este defende que a sociedade precisa de maturidade pra compreender e poder tomar atitudes em relação a essa citada situação. Como também na ideia de que pra adquirir essa maturidade política a população precisa ser educada para ter uma visão crítica e perceber as manobras politiqueiras dessa classe de gestores descompromissados que temos, porém, se são esses mesmos gestores que são os responsáveis pelas decisões de como educar as pessoas, como se chegar a esse grau de maturidade, se o principal objetivo deles é manter o povo na ignorância?
Porque uma massa ignorante pode não ser fácil de deter, mas é muito fácil de controlar utilizando-se de manobras eficazes. E em relação a um povo de baixo nível intelectual, de baixas condições financeiras, pra quem falta quase tudo não é difícil encontrar essas manobras.
E esse controle disfarçado sob o qual vivemos, possibilitado pelo medo, medo da fome, medo da miséria, medo da violência, que ainda nos dá a falsa sensação de que somos livres porque podemos decidir se vamos nos deixar explorar por um salário de miséria ou se vamos morrer de fome, não seria mais parecido com um "sistema ditatorial" do que com democracia?!
Excelente reflexão Karina! São essas indagações repletas de inquietudes que fazem de nós seres ativos nesse processo alienador, passar de espectador passivo para ator ativo é a grande questão! Sermos ativos, é tentarmos compreender a realidade que nos circunda e, através de atos e atitudes tentarmos provocar microreformas pessoais e, em seguida, intervirmos na sociedade que vivemos. Vale questionarmos sempre: o que podemos fazer para mudar ou pelo menos suavizarmos as crueldades desse sistema? Qual é o nosso papel enquanto cidadãos e cidadãs?
ExcluirEscolhas e opiniões inteligentes são criadas por pessoas inteligentes as quais só podem chegar a esse nível através do mínimo possível a ser oferecido pelos governantes democráticos a sua sociedade democrática - a educação - . Uma sociedade com baixo padrão de alfabetização torna-se incapaz de tomar decisões concludentes pela sua falta de conhecimento. A base para uma sociedade desenvolvida é o fornecimento do conhecimento.
ResponderExcluirMuito sensata sua constatação Helson. Deveria ser a mesma de todos os brasileiros, mas como sabemos ainda não é! E isso é lastimável. E na classe política são poucos que levantam essa bandeira. No senado temos o cavaleiro solitário Cristovão Buarque. Vale a pena conhecer sua luta e suas propostas:
Excluirhttps://www.facebook.com/Cristovam.Buarque?hc_location=stream
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ExcluirA política e a sociedade
ResponderExcluirO preço a pagar pela não participação da população na política é sermos governado, e facilmente manobrados por políticos corruptos. Uma sociedade plena dos seus direitos e deveres, ou seja, a concreta expressão da cidadania, só teremos através de um sistema educacional respeitoso, com uma visão libertadora, responsável pelo desenvolvimento da autonomia nos jovens, para que possam tornar-se sujeitos ativos, interessados em compreender o mundo que os cerca para nele agir, construindo seus conhecimentos de acordo com suas demandas, desta maneira acabaremos com o “falso poder” da população em exercer parcialmente exercido do voto com o fim de validar o sistema democrático brasileiro. Quando a sociedade “acordar” terá impacto direto na oferta de bens públicos e na qualidade de vida da população.
Flaviano Correia de Araujo.
Parte dos eleitores têm participação na política somente nas brigas partidárias no período eleitoral, esquecendo de visar o bem-estar geral da sociedade. Outra parte só vai as urnas porque o voto é obrigatório, não mais um direito. Há os nossos queridos alienados, manipulados pela mídia e pelos políticos (praticantes do coronelismo). E, talvez, nossa esperança os verdadeiros eleitores querem ver melhorias e fazem sua parte, mas, para alguns eleitores acima, são ''bestas'' e iludidos por se importarem com uma possível reformulação do sistema político.
ResponderExcluirEnquanto a ''democracia'' estiver favorável aos políticos, a educação não será a solução, quanto mais educação para a massa, menos poder para os governantes.
O melhor é ''acordar'' os alienados e partidários, para se juntarem na luta por uma reforma política no Brasil.
A juventude é o futuro da nação. Tem força, coragem e determinação, porém com a grande acessibilidade a tecnologia a maior parte da juventude está mais preocupada com suas distrações que com o futuro da nação.
ResponderExcluirMuitos daqueles que se manifestam querem mudança, mas buscando os interesses de todos ou apenas os individuais? Uma vez ouvi um companheiro meu dizer que o nosso país só vai mudar quando os nossos candidatos forem eleitos em concursos públicos e não por eleições como as que temos atualmente no Brasil, e acredito na força mutável que essa medida teria. Não eleger candidatos por carisma e popularidade, mas por conhecimentos e capacidade política. Somos o país com as urnas eleitorais mais seguras do mundo, mas isso não estaria ligado ao fato de termos um dos sistemas políticos mais corruptos?