Para empresas e instituições, a missão é reinventar
uma logística que não atenda apenas aos princípios de just-in-time (no
tempo certo). A filosofia de produção idealizada pelo toyotismo, agora,
precisará se metamorfosear para um modelo just-in-gap (no distanciamento
correto).
Vejamos 4 insights sobre operações com o
“distanciamento certo”.
Distanciamento em
toda a cadeia produtiva e não apenas em uma etapa
A “nova logística” deve se basear em uma abordagem
global do fluxo de circulação de pessoas. Portanto, não faz sentido reduzir
o contingente de trabalhadores se nos ônibus e terminais, os passageiros se
aglomeram. Uma medida útil, seria modelar as operações de transporte de acordo
com esquemas de fluxos de circulação de pessoas. Ou seja, cada setor produtivo
liberado poderia assumir horários de entrada diferenciados.
Repensar a
produção de bens e serviços
Historicamente, as organizações decidem o que
produzir como bens ou serviços e, em seguida, implantam a logística. O
desafio é reverter a lógica: adaptar a oferta de produtos e serviços a partir
das restrições do distanciamento social. Por exemplo, as empresas poderiam
tentar diminuir o tempo médio de permanência de clientes em loja,
concentrando-se nos 20% dos produtos que representam 80% da receita. Outra
estratégia, seria a venda de produtos que precisam de tempo de preparação
apenas com encomenda.
Reconfigurar os
ambientes e fazer uso das marcações visuais
O layout dos estabelecimentos precisa admitir o
contato mínimo entre as pessoas e evitar ao máximo a criação de filas internamente.
Para isso, as novas regras coletivas precisam ser amplamente divulgadas e
informadas. As instituições precisam se comunicar claramente. As
ferramentas de marcação visual utilizadas pela Toyota são medidas eficientes e de
baixo custo.
Atenção especial
às áreas de interfaces
Os gargalos logísticos são mais encontrados nas zonas
de interface localizadas nos centros de distribuição, rodoviárias, aeroportos,
portos, porque estão sob a responsabilidade conjunta de vários
atores. Para estabelecer uma nova logística, os atores envolvidos devem
garantir transversalmente novas formas de coordenação.
Façam suas apostas, a mesa do conhecimento em
gestão está aberta e oferecendo a todos uma grande oportunidade de se
reinventar e inovar!
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