quinta-feira, 4 de junho de 2020

A “nova normalidade” moldará os negócios, o consumo e, consequentemente, a logística?

A “nova normalidade” moldando os negócios

Passamos por um momento singular da história da evolução humana. Os desdobramentos e as mutações sociais estão ocorrendo de forma acelerada. Mudanças que o mundo levaria décadas para passar, estão sendo implementadas em meses ou dias, crescimentos esperados para anos, podem acontecer em semanas.

Os futuristas apontam o fim de uma era! A Covid-19 mudou nossas vidas, não apenas a alteração da rotina, mas transformações profundas. Entender essa nova realidade é se preparar para o futuro. Questionamentos os mais diversos e difusos estão inquietando a todos nós e as organizações. Por exemplo, como ou com que velocidade as empresas devem ou deverão responder e se adequar ao que virá daqui para a frente?

Um novo padrão de convívio social impõe-se. Precisamos começar a idealizar aquilo que vem sendo chamado de “novo normal”, com novas práticas para novos tempos, espaços, condições e sujeitos.

Nesse novo ambiente, serviços como os de “restaurantes fantasmas”, que funcionam só com delivery, entregas sem contato humano do tipo “deixe à minha porta”, coleta de compras nas lojas, horário diferenciado de atendimento de acordo com a idade dos clientes, restrição do número de clientes e funcionários ao mesmo tempo nas lojas, deverão se tornar comuns no nosso dia-a-dia por um bom tempo.

E nesse “Admirável Mundo Novo”, profetizado no romance de Aldous Huxley, sim, nós seremos, necessariamente, mais conectados do que nunca! O comércio eletrônico, mostrou na prática a indissociável relação entre o “on e off”, e passou de tendência para um hábito para muitas famílias.

Definitivamente, as compras on-line não estão mais restritas aos millennials. Cabe, no entanto, algumas reflexões sobre a sustentabilidade desse canal de compra, principalmente, se considerarmos os novos usuários: a experiência é fácil e intuitiva? As compras são personalizadas? O sistema possui capacidade de entrega?

O fenômeno das “compras de pânico” motivada pelo sentimento de medo de desabastecimento das famílias, expôs vários problemas dos sistemas de e-commerce. É consenso entre os varejistas, inclusive os gigantes mundiais, que os sistemas produtivos, tecnológicos e logísticos não estavam calibrados para um pico de demanda inesperada. Os serviços “same day delivery” ou next day delivery” foram todos temporariamente suspensos ao redor do mundo.

Não seria também a hora de tornar outras tendências praticáveis? Que tal os conceitos de compartilhamento, mutualização e lean and agile aplicados aos negócios e, principalmente, a logística? E se o modelo acompanhar pitadas da filosofia ubuntu, da tradição sul-africana, de empatia, humanidade para com os outros...bingo! Bienvenu a “nova normalidade”!


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