13/09/2020 / Artigo / por Edwy Rodrigues e Prof. Igor Pontes
Muitas empresas estão procurando
ofertar seus produtos e serviços de modo rápido, barato e melhor que seus
concorrentes. No entanto, para que isso aconteça, exige-se uma boa
infraestrutura dos modais de transporte, uma vez que eles determinam o tempo de
entrega e os custos logísticos.
Um dos maiores problemas no Brasil é a
carência de infraestrutura logística de boa qualidade, a qual influencia
diretamente no “custo Brasil”. A escassez de infraestruturas logísticas e os
chamados “gargalos logísticos”, resultado de excesso de burocracias,
ineficiências operacionais e infraestruturas depreciadas, impactam os custos
logísticos no país, prejudicam a competitividade e a expansão de várias
atividades empresariais. Por exemplo, esse é o caso do e-commerce e do
agronegócio.
Portanto, existe um desequilíbrio entre
a demanda do mercado consumidor e a capacidade de entrega do setor logístico do
país. Um país com uma grande extensão territorial necessita, obrigatoriamente,
para o desenvolvimento de sua economia de uma rede de transportes sólida e
interligada. Por exemplo, o modal ferroviário exerce um papel fundamental nessa
integração nacional. Este modal permite a especialização produtivas em regiões
longínquos, além de gerar melhoria do bem-estar social.
Tabela - Países e Ferrovias
em Extensão (Km)
Fonte: index
mundi (cia wolrd factbook)
Além da qualidade e da disponibilidade das infraestruturas
logísticas existentes no Brasil, também é possível identificar o problema de
uma matriz de transporte desequilibrada, o que pode ser chamado de uma matriz “unimodal”,
ou seja, com um modal de transporte sobrepondo-se a todos os demais.
Uma matriz de transportes multimodal, inclui todos os
modais (aéreo, rodoviário, ferroviário, dutoviário ou marítimo) em proporções
semelhantes. Em uma matriz equilibrada, os agentes econômicos possuem a sua
disposição todos modais disponíveis para efetuarem escolha conforme as
condições de mercado e características do transporte (peso, urgência, frete,
características especiais da carga...).
No Brasil, a partir dos anos 1950 o país escolheu priorizar
um modal em detrimento de todos os outros. Foi a estratégia realizada para
desenvolver o parque industrial automobilístico nacional. Deste modo, saímos de
uma matriz equilibrada, par a situação que se concretizou na década de 60 e
permanece até os dias de hoje.
Os dados apontam que o
transporte rodoviário é responsável por aproximadamente 70% de todo o
transporte de carga no país. Os problemas gerados a partir de uma matriz desequilibrada
são inúmeros e, vão desde fretes mais caros, passando por questões ambientais e
de acidentes, até chegar a custo de vida mais elevado em regiões mais distantes
do centro produtivo sudeste do país.
Tabela - Participação de cada modal de transporte sobre o total de T/Km de carga transportada
Fonte:
DNER



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